segunda-feira, 9 de maio de 2016

Alimentar as Koi


As carpas em lagoas naturais, lagos e rios desfrutam de uma oferta de insectos aquáticos, crustáceos e matéria vegetal, que se renova e elas obtêm a rebuscar no lodo. Se não houver suficiente, os peixes não morrem, mas em vez de atingirem o seu pleno potencial de crescimento, eles permanecem atrofiados. Por outro lado, um lago com koi é uma zona densamente povoada, um ambiente fechado em que as regras naturais não se aplicam. Os peixes estão dependentes do seu proprietário para tudo, incluindo a alimentação.



A dieta das Koi

Hoje em dia a tendência tem criado a ideia de que este passatempo poderia encontrar no supermercado ou cavar no jardim, rumo a uma estonteante variedade de alimentos em flocos, granulados ou extrudados ou sticks. Enquanto estas são excelentes, outros alimentos tipo guloseimas para variar a monotonia continuam a ter o seu lugar. Farinha integral, pão com moderação, alface, laranjas cortadas ao meio para que as carpas possam sugar o miolo, fatias de melancia, as minhocas de terrenos sem químicos e até mesmo camarão na casca dão definitivamente mais entusiasmo aos peixes.


Broa ou pão integral - com moderação.                                                          A vitamina C da laranja fresca é boa para as Koi.


Evitar alimentos ricos em humidade e hidratos de carbono, como ervilhas, batatas e o milho doce. Há vinte anos atrás, estes eram alimentos base, mas apenas porque não havia nada melhor. Também fora da lista estão produtos de carne e lácteos, já que contêm gorduras sólidas.






As Koi não têm estômagos; a digestão ocorre no longo intestino e quanto mais alimento lhes é oferecido numa refeição, menos é assimilado. Isto é especialmente importante em baixas temperaturas. As sobras de alimento passam, parcialmente digeridas através do sistema digestivo para criar uma carga indesejável no filtro biológico. Alguns dos ingredientes de difícil digestão nos alimentos comerciais são baratos: os carbohidratos representam entre 30 e 40 por cento do peso de um grânulo típico para Koi e também actuam como um agente de ligação e de volume.


Isto explica, em parte, a grande diferença de preços entre os alimentos de Koi similares. Fórmulas de alto teor de proteínas são as mais susceptíveis de conter farinha de peixe, que fornece desejáveis lipídios insaturados (óleos). Outros ingredientes comuns à maioria dos alimentos são cinzas (uma fonte de minerais), fibras (de valor duvidoso para carpas), humidade e vitaminas. Também presente podem ser imunoestimulantes, os probióticos (ingredientes para antecipar problemas nutricionais, em vez de meios químicos), potenciadores das cores e diversos aditivos, tais como cascas de caranguejo e lagosta triturados, a própolis também conhecida como "cola de abelhas” e argila montmorilonita em pó. Num mercado grande os fabricantes estão empenhados em ganhar a frente com ingredientes inovadores. A última tendência é a de colar os alimentos em forma de pó, que pode ser misturado como uma pasta com água ou sumo de laranja fresco.


Granulados (da esquerda para a direita e para baixo):
Pequeno, Médio, Grande, Spirulina e Pauzinhos stick


       
  

Como e quando alimentar as Koi



As carpas selvagens são nadadoras constantes, mas geralmente têm de se adaptar às nossas ocupadas agendas de trabalho e ter refeições duas ou três vezes por dia. No entanto, este regime não promover a melhor taxa de crescimento. Invistam num alimentador automático e as Koi vão ficar mais naturais, com várias pequenas refeições ao longo de um período de 24 horas.



Em lagos não aquecidos, o que e quanto distribuem para alimentar as Koi depende da temperatura. Na Primavera, quando a água atinge mais de 10ºC, iniciar a alimentação com pequenas quantidades de alimentos digeríveis, grãos com gérmen de trigo e que afundem. Conforme a água aquece mais, mudar para alimentos flutuantes mais proteicos e, depois, quando o lago começa a arrefecer novamente no Outono, voltem ao gérmen de trigo antes de deixar os alimentos por completo. Nessa altura, o metabolismo dos peixes abrandou e eles irão usar as reservas de energia armazenada, durante o Inverno. Nos lagos aquecidos, as Koi podem crescer mais depressa sem qualquer verificação, pois podem ser alimentadas durante todo o ano.


Poucas pessoas se preocupam com quanta comida dão às suas carpas; a quantidade recomendada é entre um e dois por cento do peso corporal e por dia. No entanto as jovens carpas crescem mais depressa do que as maiores e requerem mais proteína. Assim não fiquem apenas com uma marca de comida e misturem várias para as refeições. Lembrem-se de que os grânulos dependem do tamanho da menor boca no lago, uma Koi nova não vai engolir grânulos Jumbo de 12mm (0,5 pol.) de diâmetro.

É muito importante seguir as regras de quais os alimentos para os animais e qual a temperatura para dar às vossas Koi a oportunidade de atingir o seu pleno potencial. Sobrealimentação provoca mais problemas do que subalimentação e, a longo prazo provoca um caos no lago com excesso de resíduos e o filtro biológico sobrecarregado. Uma rotina com a quantidade adequada de tudo e boa escolha de alimentos dará resultado.

Guardem todos os alimentos num local seco e fresco numa embalagem que feche bem e não guardem o que sobra de uma estação para outra. As vitaminas oxidarão e existe o risco de desenvolvimento de fungos.

           

Alimentar à Mão




As Koi podem aprender, com grande entusiasmo, a comer da mão dos donos. Logo que se habituam à Vossa presença perto delas, poderão oferecer-lhes algum pão ou goluseimas para Koi para que elas se aproximem. Introduzam a mão dentro de água com o alimento. Sejam pacientes, pois uma Koi corajosa nadará para Vocês e tirará o petisco da Vossa mão. As outras copiarão a rotina e terão as Koi ansiosas até chegarem à Vossa mão para aquele miminho especial em pouco tempo. Elas também podem aprender um afecto de uma palmadinha na cabeça ou uma festa no ventre. Façam-no devagar e deixem que elas se aproximem.


Abaixo um guia geral para alimentar as Koi



Temp. ºC Quantidade de Alimento Tipo de Alimento
Menos de 10º Não alimentem as Koi Temps. a 10ºC por mais de um mês pode exigir suplementos de baixa proteína ricos em carbohidratos.
10º a 12,8º 2 a 3 vezes por semana se as Koi tiverem fome Carbohidratos, pouca proteína, alimentos laxativos. Gérmen de trigo, Cheerios, abóbora, alface e pão integral.
12,8º a 15º 4 a 5 vezes por semana se as Koi tiverem fome Adicionem grãos de baixa proteína (25%) aos vegetais. Aumentem as quantidades com a subida de temperatura.
15º 1 vez ao dia, 6 dias por semana Grãos de baixa proteína (25%) com vegetais altos em carbohidratos e fruta.
15,6º a 18,3º 1 ou 2 vezes por dia, diàriamente Subam a proteína para 35% e a quantidade de grãos. Variem a dieta com vegetais e frutos.
18,3º a 22,2º 1 ou 2 vezes por dia Dieta base de grãos com 35% proteína. Adicionem frutos, vegetais e plâncton para variar.
22,2º a 26,7º 3 a 4 vezes ao dia Grãos com muita proteína (35% a 40%) com colorantes. Adicionem plâncton, vegetais, frutos e camarão.


Nota:
Sugiro pelas melhores razões:





Ref.ª http://www.thekoikeepers.com/





Pesquisa, Tradução e Adaptação: Buarquesense

Artemia Salina - Pequenos Truques - I

Cistos de Artemia

Ovos de Artemia Salina para alimentação na fase larvar

Como incubar os Cistos de Artemia
· Para obtermos os resultados da Eclosão (nascimento) e controlo higiénico da Descapsulação (saída da casca), recomendo:
· O uso de um recipiente específico geralmente disponível no mercado da especialidade (garrafas translúcidas, Pratos - abaixo o da Hobby-Dohse, etc.);

· No caso das garrafas será necessário o uso de uma bomba de ar e quase todos os modelos já vêm equipados com uma válvula de recolha dos náuplios recém-nascidos;
· A temperatura de incubação da água salgada deverá ser de 28ºC;
· O pH (nota importante) de 8.75 a 8.85: aconselho 1 a 2 gotas de pH Mais por cada preparação;
· A salinidade deverá ser conseguida com 20 a 30g de Sal por litro, equivalente a cerca de 3% de Sal em relação ao volume de água;
. Podem usar água do mar e mesmo assim terão de adicionar 1 a 2 gotas de pH Mais;
· No caso das garrafas ou similar, deve manter-se uma iluminação constante, à superfície da água, de cerca 2000 lux, até à eclosão;
· Não devem ultrapassar 1,6g de Ovos por litro de Água Salgada;
· A eclosão ocorre após 12 horas para os descapsulados (sem casca) e 24 horas para os capsulados.

Na foto abaixo uma Artemia adulta:

Foto:Robert A.Brown
E nesta foto Náuplio (24 horas)

artemia-gallery-new.php

Algumas sugestões para os mais aficcionados
A Artemia ou Camarão das Salinas, é comummente utilizada como alimento larvar para muitas espécies aquáticas. De modo a garantir o seu elevado valor nutricional, devemos ‘descapsular’ (tirar a casca) aos Cistos (Ovos) de Artemia antes da sua Eclosão. Isto desinfectará os Ovos, retirará o Cório (a casca), a parte não digerível do Cisto, e, também poupará energia à Artemia que a gastaria se tivesse que furar a casca. Este processo incrementa o valor nutricional e a taxa de eclosão da Artemia minimizando o risco de infecções bacterianas e das obstruções do trato digestivo provocadas pelo Cório. Há 2 métodos comuns que servem para ‘descascar’ os Cistos. Nos dois, apesar de só descrever um deles, o primeiro passo é a hidratação dos Cistos, mergulhando-os durante 1 hora em Água Doce ou Salgada. Os Cistos secos têm uma ‘covinha’ que torna difícil a remoção uniforme da casca.

             Depois de eclodidos os ovos há que crivar os náuplios sem os perder. Assim basta utilizar o conjunto de peneiras para Artemia de Hobby - Dohse:

Método do Cloro
Descapsular os ovos

Este método utiliza lixívia caseira (solução de 6% de hipoclorito de Sódio) ou Cloro industrial (solução de 11% de hipoclorito de Sódio). Colocam-se cerca de 15 gramas de Cistos já hidratados num recipiente com cerca de 300ml da solução a 6%, onde já teremos aplicado uma bomba de ar com válvula de controlo de saída. De forma suave deixaremos borbulhar a solução (agitando o recipiente de vez em quando para que não fiquem Ovos fora da mesma) cerca de 3–5 minutos ou até que os Ovos fiquem Alaranjados (perdendo pois a Cor Castanha). Devemos então, quase de imediato, despejar tudo através de uma peneira de Artemia (de malha fina) e enxaguar várias vezes até que o cheiro do Cloro desapareça. Depois é só incubá-los.
Caso sejam muitos, podem sempre guardá-los em pequenos recipientes (tipo provetas de testes de água) misturando-os com Sal refinado o que os manterá sempre desidratados e prontos a utilizar em qualquer altura, quer directamente no Aquário ou para Eclosão.







buarquesense@live.com.pt

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Doenças: Questões e Sugestões de Tratamento



Ora eu recebi este pedido de colaboração // ajuda, mas não sei quem enviou e não poderei responder.
Seria possível contactar via mail: buarquesense@outlook.com?
Grato

Eis o que me perguntaram e não sei para onde responder: 

" Como ajudar o peixe a perder os líquidos e esvaziar o "balão" no caso da hidropisia? Tenho um que parece o peixe balão. Coloquei-o com outro que também estava inchado num recipiente de PVC escuro de 50l e fiz uma solução de terramicina. Só vejo algum progresso naquele que estava menos inchado. os olhos já não estão protuberantes embora a barriga ainda esteja. No outro, muito mais inchado , o inchaço nem olhos nem barriga parece diminuir. Não sei como  alimentá-los Dou-lhes espinafres e pepino. Cortei a ração granulada, mas verifiquei que eles já não gostam dela. Não estão entusiastas com a dieta do pepino e espinafres mas parece que após várias regurgitações acabam por comer. Será a terramicina adequada? Foi o que consegui arranjar na farmácia, para uso veterinário (animais terrestres). em Como montar um Aquário Hospital"


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Alimento Vivo para Peixes de Aquário


Artemia Salina
A artemia é considerada a melhor opção como alimento vivo para peixes ornamentais devido à facilidade com que é encontrada no comércio, à possibilidade de ser criada em casa e principalmente pelo seu alto valor nutricional.

Nome popular: Artemia salina

Nome científico: Branchipus stagnalis

É rica em proteínas, vitaminas (principalmente o Caroteno) e sais minerais, é indicada para peixes em tratamento pois acelera a sua recuperação; os náuplios de artemia são indispensáveis para alevins que já não possuem o saco vitelino, além de que alguns animais se alimentam quase que exclusivamente de artemias.



Fotografia: Celso Fernando Paris Jr.


Como criar: 

Depois de saber de todas estas vantagens que a artemia oferece, porque não criá-las em casa e ter sempre alimento vivo e saudável para os vossos peixes? Para isso precisarão de um aquário de, no mínimo, 50L, com água do mar ou uma solução contendo uma colher de sal marinho (30g) por litro de água doce. Dissolvam na água um pó feito com coral moído até que fique opaca, coloquem num local onde bata bastante sol; a água ficará verde e rica em microalgas que servirão de alimento para as artemias, além de oxigenarem a água dispensando o uso de bombas de ar. Comprem uma porção de artemia viva e coloquem-na no aquário; elas reproduzem-se muito depressa e logo terão uma boa quantidade, suficiente para que seja feita uma recolha semanal para a alimentação dos peixes. Mas nunca se esqueçam de deixar algumas para que a criação tenha durabilidade e desse modo as artemias terão uma cor avermelhada e alto valor nutricional. Também podem ministrar-lhes (às artemias) outros tipos de alimentos como fermento biológico, levedura de cerveja e pastas industrializadas próprias para esse fim. Mas assim elas não terão o mesmo valor nutricional como quando alimentadas com algas. É claro que pode ser mais fácil ir a uma loja todas as semanas comprar uma dose, mas se as criarem saberão que estão a oferecer aos vossos peixes artemias saudáveis e livres de contaminação.


Ref.ª: Marne Campos


-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Bicho do amendoim
O bicho do amendoim ou besouro do amendoim é um insecto pertencente à ordem Coleoptera, e as suas larvas constituem um óptimo alimento para os peixes.

Nome popular: Bicho do amendoim

Nome científico: Palembus dermestoides

Cultura que desperta o interesse de muitos aquariófilos por requerer pouca manutenção. As fêmeas dos besouros depositam ovos no interior do amendoim e após um período de aproximadamente 10 dias esses ovos eclodem e transformam-se em larvas, que é a melhor forma de ser oferecida aos peixes, pois inicialmente a larva é minúscula e com o passar dos dias chega a aproximadamente 1,7mm,  transforma-se em pupa e depois em besouro.

Foto: Matheus Lopes
Como criar:
Num recipiente coloca-se amendoim, que é a base da alimentação dos besouros, e para manter uma certa humidade dentro do recipiente podem colocar uma rodela de cenoura, de batata ou outro. O recipiente deve ser fechado com tampa de rede, o que permite a entrada de ar e evita a fuga dos insetos. Para apanhar as larvas menores pode-se raspar a parte do vegetal que estava em contacto com os amendoins, as larvas maiores podem ser apanhadas com uma pinça.

Ref.ª: Alexandre Altieri e Matheus Lopes - Aquarismo Online

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------




Branchonetas

Branchonetas são as primas de água doce da Artemia salina, o ciclo de vida desenvolve-se completamente em água doce tornando o seu cultivo mais fácil que em relação a água salgada, bastando que se observem as particularidades do seu ciclo.

Nome popular: Branchoneta, Artemia de água doce.

Nome científico:
Dendrocephalus brasiliensis

Alguns comentários sobre o ciclo de vida e captura:

As branchonetas representam o ancestral dos crustáceos - que manteve a sua estrutura corporal e ciclo de vida sem modificações até à actualidade. Este lado primitivo e simples torna-as vítimas das modificações ambientais provocadas pelo ser humano nos últimos séculos.

Como a branchoneta se desenvolveu no planeta antes de outros animais, ela não apresenta qualquer defesa contra predadores. Por isso, geralmente só ocorre em corpos de água temporários (lagos ou poças de água) em que os predadores não estão presentes. Está tão adaptada a este tipo de ambiente, que não aparece em outros.



O ovo da branchoneta é um cisto de resistência que permanece no sedimento seco, às vezes durante vários anos. Quando ocorre uma chuva suficiente para acumular água, o cisto eclode e nascem as larvas. Em cerca de 10 dias, a branchoneta atinge a maturidade sexual, acasala e passa a pôr ovos. Entre 20 a 30 dias após o nascimento, morrem por velhice. Tal ciclo de vida coincide com o ciclo de encher e secar as poças.

O ovo da branchoneta só eclode se for seco antes. Em contraste, a sua prima hipersalina Artemia pode gerar "filhotes" se as condições ambientais estiverem boas, passando a produzir ovos de resistência apenas quando há stress ambiental. Assim, se a branchoneta produziu ovos num lago que não seca naquele ano, os ovos ficam depositados no sedimento, sem eclodir, enquanto as brachonetas genitoras já morreram de "velhas". O lago pode então não apresentar nenhum indício da existência de branchoneta "viva", até que uma nova geração venha a nascer. Isto ocorre quando o nível da água no lago desce um pouco, secando os ovos naquela faixa, e voltando a encher temporariamente após uma chuva. Provavelmente foi isso que ocorreu no lago em que vocês estiveram.

A dispersão dos ovos da branchoneta é efectuada por aves aquáticas, quando os ovos ficam colados nas patas e penas delas. Actualmente, até os pneus e rodas dos carros podem actuar como dispersores de ovos entre as poças de água nas estradas de terra. No Nordeste do Brasil, nos locais em que as estradas vicinais têm grandes poças, que ficam pelo menos duas semanas com água empoçada, pode surgir a branchoneta.




Como a branchoneta não pode existir em locais onde haja predadores (principalmente peixes), as poças de água e lagos onde ela aparece geralmente não mantém ligações com rios ou córregos perenes. Por isso, no mundo, as branchonetas são muito mais frequentes em regiões áridas ou semiáridas. Em regiões húmidas, como a da mata atlântica ou a amazónica, elas estão ausentes. Em São Paulo, até hoje, não há constatação de branchoneta autóctone.

A branchoneta pode ocorrer em tanques ou viveiros de piscicultura que sejam drenados e secos periodicamente. Isso ocorre especialmente nos tanques de larvicultura de peixes, em que o tanque é enchido uma semana antes de colocar as larvas de peixes. Neste período, as branchonetas nascem e crescem rapidamente, de modo a serem grandes em relação às larvas para serem predadas. Quando as larvas de peixe crescem, as branchonetas já estão desovando, e propagando a geração seguinte.

O local típico de ocorrência da branchoneta são as poças de água ou brejos, especialmente os que venham a secar (completa ou parcialmente) num ano ou outro.

Para recolher amostras, o mais viável e prático é apanhar o sedimento que potencialmente contém os ovos, e não os animais vivos (que são muito sensíveis). Retira-se uma camada superficial do sedimento, até 1 cm de profundidade, para formar uma amostra com cerca de 200 ml. Coloca-se a amostra num saco plástico fechado (sem ar), e pronto.

O sedimento pode ser recolhido tanto de local seco (que esteve submerso na época da chuva), como do húmido ou submerso. Se o material contiver raízes ou pedras, estas podem ser removidas para facilitar o acondicionamento, já que os ovos ficam misturados ao sedimento fino.

As amostras podem ser mantidas por longo prazo tal como foram apanhadas. Se for desejável secá-las para diminuir a massa ou volume, é só deixar secar naturalmente à sombra.

O mais importante é não deixar que o material das amostras se misture durante ou após a recolha. Como os ovos são microscópicos, podem acabar misturados no instrumento de captura, se ele ficar com terra da amostragem anterior.



Ref.ª: Dr. Ricardo Y. Tsukamoto

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Dáfnias

As dáfnias ou pulgas de água como são popularmente conhecidas, são pequenos crustáceos da subordem Cladocera que medem de 2 a 4mm de comprimento, vivem em lagos e charcos onde a água é parada e rica em matéria orgânica, sendo o plâncton o seu principal alimento.

Nome popular: Dáfnia ou Pulga D'água

Nome científico: Daphnia pulex



É um óptimo alimento para os peixes pois é rica em iodo, fósforo e cálcio mas apesar de ser altamente nutritivo, não devem ser dadas aos peixes mais de 2 ou 3 vezes por semana, por causa da grande quantidade de vitamina A que possuem, vitamina essa que só é benéfica em pequenas quantidades, além disso se colocadas no aquário em grandes quantidades, os peixes não irão consumir todas e elas acabarão morrendo consequentemente poluindo a água.




Como criar: Você poderá cultivar dáfnias em casa, garantindo assim um alimento nutritivo e saudável para seus peixes. Elas são ovíparas e deverão ser cultivadas em ambientes de no mínimo 100L (ambientes menores que isso, não atingirão resultados satisfatórios). Coloque o recipiente em um local onde bata bastante sol, no inverno use um termostato, a temperatura deve estar entre 26 e 32ºC, ele deve conter água doce com duas colheres de pó de coral a cada 100L para acelerar o aparecimento de algas, utilize também algumas folhas de verduras secas ao sol para propiciar o desenvolvimento de infusórios, seu principal alimento. Depois de uns 4 dias, a água já deve estar verde e rica em plâncton, pronta para receber as dáfnias, podendo estas ser coletadas na natureza ou compradas em lojas. Tudo em ordem, alimente as dáfnias com infusórios ou caldo de legumes (coloque uma folha de alface no tanque para produzir os infusórios). Se tudo correr bem, você verá após algumas semanas uma nuvem de dáfnias, que podem ser vermelhas ou brancas de acordo com a aeração. Quanto maior a temperatura, mais rápido será seu desenvolvimento. Agora é só servi-las aos seus peixes, tomando cuidado para não esgotar sua produção.



Ref.ª: Marne Campos


-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Enquitréia

Trata-se de verme branco de tamanho reduzido com alto valor nutritivo, sendo uma ótima fonte de nutrientes para os peixes, mas também rica em gordura, por isso deve ser usada com critérios.


Nome popular: Enquitréia

Nome científico: Enchytraeus albidus

Esse verme sobrevive na água por algum tempo, por isso deve-se fornecer aos peixes em pequenas porções para que eles não se escondam no substrato, poluindo a água quando morrerem. Rico em vitaminas A, D e E, além de uma ótima fonte de proteínas e sais minerais, a enquitréia se apresenta como uma ótima alternativa na alimentação dos peixes ornamentais, contanto que o aquariófilo tome cuidado com o alto teor de gordura, não oferecendo aos peixes mais do que três vezes por semana. Para os filhotes essa regra pode ser mudada para diariamente, mas não como único alimento.



Fotografia: Alexandre Altieri

Como criar: Em um recipiente, de preferência isopor para isolar do calor externo, coloque carvão ativado até a metade, o carvão deve ser mantido sempre húmido, o que pode ser conseguido com a ajuda de um borrifador de água, introduza uma cultura inicial comprada em lojas de aquarismo, em pouco tempo a cultura se multiplicará e se tornará uma fonte constante de alimento para seus peixes. 



Ref.ª: Marne Campos 



-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Microvermes

Os microvermes da aveia são pequenos nematódeos de aproximadamente 3mm, que vivem em um meio pastoso de farinha de aveia e água, sendo que uma grande vantagem dessa cultura é que eles se alimentam dessa mistura que compõe o meio onde vivem.

Nome popular: Microvermes, vermes da aveia.

Nome científico: Panagrellus redivivus

Ótimo alimento para alevins, os microvermes de aveia requerem pouca manutenção da cultura, são bastante prolíferos e iniciando-se com uma pequena cultura inicial, em poucos dias já poderá passar a alimentar os alevins com os microvermes.


Fotografia: Alexandre Altieri


Como criar: Em um pequeno recipiente plástico adicione uma mistura pastosa de água e farinha de aveia, junto a essa mistura coloque uma cultura inicial de microvermes, após alguns dias os microvermes já estarão se reproduzindo abundantemente e ao subirem pelas paredes do recipiente poderão ser coletados para alimentação de alevins. Para coleta pode-se usar uma lâmina raspando as paredes do recipiente onde está a cultura. Recomenda-se a troca do meio de cultura assim que este comece a escurecer, isso leva em média duas semanas, mas pode ter abreviado esse tempo em caso de regiões muito quentes, para fazer a mudança do meio de cultura, faça uma nova mistura, recolha um pouco de microvermes para servirem como cultura inicial e proceda como na primeira cultura. O recipiente deve ser aberto pelo menos de dois em dois dias. O calor aumenta a produtividade das culturas.



Ref.ª: Alexandre Altieri



Tenebrião

Os Tenebriões são uma espécie de besouro que em sua fase larval são muito utilizados na alimentação de muitos animais, entre eles, peixes, pássaros e répteis pelo seu alto teor de proteínas.

Nome popular: Tenebrião

Nome científico: Tenebrio molittor

Deve-se tomar muito cuidado ao fornecer estes coléopteros aos peixes, pois além de possuírem muita gordura, os Tenebriões, tem a fama de cavar seu caminho de fuga, ou seja, se ingeridos vivos e inteiros, podem "cavar" sua saída de dentro do animal que o comeu, e ninguém gostaria de achar o seu peixe no dia seguinte, morto no fundo do aquário e com um buraco em seu corpo. Lenda ou não, melhor não arriscar. Podem ser encontrados em lojas de pássaros, vendidos como alimento vivo, mas você também pode ter sua própria criação em casa.



Fotografia: Ricardo Assunção

Como criar: Em uma caixa de madeira com um substrato especial para eles que deve conter 2 partes de ração de galinha granulada de crescimento ou postura, 2 partes de farelo de soja ou trigo, 1 parte de ervilha seca moída, 1 parte de feijão moído, 1/2 parte de leite em pó e 2 partes de serragem, coloque uns 20 besouros e espere eles começarem a se reproduzir, os ovos demoram uns 20 dias para eclodir. É bom que haja um algodão húmido para eles beberem água



Ref.ª: Marne Campos


-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Vermes do vinagre



Trata-se de um verme nematódeo de aproximadamente 3mm, que se alimentam de bactérias existentes no vinagre em fermentação, sendo que o meio para o seu desenvolvimento é constituído por 50% de vinagre de maçã, 50% de água e pedaços de maçã.

Nome popular: Vermes do vinagre ou enguias do vinagre.

Nome científico: Anguillula silusiae ou Turbatrix aceti.

Os vermes de vinagre são uma ótima opção para alimentação de alevins nos seus primeiros dias de vida devido a seu pequeno tamanho, são mais compridos que artemias recém-eclodidas, porém mais finas, possui a vantagem de sobreviver por um grande período vivo dentro do aquário, o que possibilita sua captura pelos alevins mesmo que não imediatamente após a introdução ao aquário.
Fotografia: Alexandre Altieri

Como criar: São mantidos em recipiente de vidro, com 50% de vinagre de maçã (cidra), 50% de água e com pedaços de maçã. A criação é bem pouco trabalhosa, bastando colocar uma cultura inicial no recipiente com a mistura citada e esquecê-la, que em pouco tempo os vermes se multiplicarão. O inconveniente desta criação é que este verme, por ser pequeno, para ser capturado deve ser “peneirado” com alguma malha bem fina e lavado ainda na malha para que não vá vinagre para o aquário dos alevins, o que poderia causar mudanças no pH.



Ref.ª: Alexandre Altieri 



Pesquisa, Adaptação: buarquesense@outlook.com

O ideal para alimentar os Oscar ...

Ou outros Ciclídeos Sul Americanos

O que seria considerado ideal para uso em comida de peixe, ao ler os ingredientes, são o uso de "miolo de peixe inteiro" ou "farinha de peixe inteiro", como "arenque inteiro" ou "farinha de arenque inteiro", "salmão inteiro" ou "miolo de salmão inteiro", etc ....Melhor ainda, quando envolve a dieta de um Oscar, a inclusão de "krill" (ou "miolo de krill"), "camarão inteiro" ou mesmo "miolo de camarão", é algo a procurar na lista de ingredientes.


Rico em Omega 3



Se analisarem os rótulos de ingredientes, é necessário entenderem um "truque" usado na rotulagem de alimentos de peixe (ou para quaisquer animais de estimação). Os ingredientes são listados numa ordem com base no seu conteúdo de peso na alimentação, de modo a que o primeiro ingrediente listado seja (ou pelo menos deveria ser) o principal ingrediente (com base no peso). O truque é que, quando "Arenque inteiro" ou "Salmão inteiro" são listados como o primeiro ingrediente, este será o peso líquido do produto. O que pesava antes secou-se para fazer o alimento. Já que a água será 80% do peso do "Arenque inteiro", no produto final que vocês dão aos peixes, o seu peso é de apenas 20% do que era, o que significa que na verdade pertence muito mais abaixo na lista. Se o primeiro ingrediente listado é "farinha de arenque inteiro", isso seria uma coisa boa (no que se refere a confiar a lista de ingredientes). Isso indicaria que a "farinha de peixe" utilizaria o peixe inteiro, e não apenas as sobras. Também significa que o seu perfil na lista de ingredientes é precisa, pois o "miolo" já está seco antes de ser adicionado ao alimento. O aspecto ruim de qualquer "miolo", além do que foi mencionado anteriormente, é que a criação de um "miolo" envolve a cozedura e secagem dos ingredientes antes de serem adicionados à comida dos vossos peixes, um ato que degrada muito a proteína e remove gorduras benéficas. Assim, "Arenque Inteiro" é um ingrediente preferido para "Miolo de Arenque inteiro", mas vocês não podem confiar numa composição de "Arenque inteiro" como o principal ingrediente. Uma maneira de compensar essa preocupação é julgar como muitos outros "Inteiro" (não-miolos) são listados como principais ingredientes. Uma série deles proporciona a confiança que os principais componentes do alimento são realmente um produto nutricional, e não um balastro, tal como a farinha de trigo.



Outra coisa que vocês querem ver na lista de ingredientes do granulado, perto do topo da lista, são algas ou mistura de algas, com "spirulina" como a preferível, e / ou algum tipo de material vegetal verde (alga marinha - 'kelp' - é bom). 




Além disso, as vitaminas mais suplementares listadas, as melhores, especialmente para os Oscar, vitamina C e vitamina E.



Nesta altura, os pro bióticos estão a tornar-se numa ferramenta importante no arsenal dos aquariófilos e das aquiculturas também, especialmente quando incluídos na dieta. O uso de pró bióticos pode melhorar a digestão e diminuição de resíduos, por isso a inclusão de um tipo de pro biótico (normalmente uma espécie de Bacillus) na lista de ingredientes é um mais / benefício adicional.


Um granulado que contém altos níveis de Astaxantina irá ajudar a produzir as cores vermelhas vivas nos Vossos Oscar. Krill e cascas de camarão (krill de preferência) contêm naturalmente contêm altos níveis de Astaxantina, por isso, se a Astaxantina não está listada, basta o krill ou o camarão. Vocês também podem usar congelados ou krill liofilizado como um alimento suplementar para conseguir este benefício.

Finalmente, é preferível granulado flutuante e não o que se afunda. Evitem qualquer sobre o substrato do aquário que os peixes possam comer. Porquê? Porque não queremos correr o risco dos peixes ingerirem substrato por engano. Muitos Oscar perdem-se anualmente por causa do inchaço e a causa "desconhecida" de muitos dessas doenças do inchaço é porque os peixes ingeriram cascalho, que bloqueou (obstipação) e daí a morte resultante.

Então, alimentando com um único alimento em grão cuidadosamente seleccionado, podemos simular (não copiar) e até mesmo melhorar a dieta de um Oscar selvagem. Isso é suficiente? Não.

Suplementos para uma dieta de peixes Oscar

O problema com a dieta de um Oscar que consiste exclusivamente de produtos alimentares secos, tais como grãos, é que estes podem contribuir para a prisão de ventre, o que pode levar ao bloqueio, inchaço e pode causar a morte. Granulados com pro bióticos podem ajudar a minimizar este risco, mas a melhor opção é incluir alimentos suplementares com altos níveis de humidade. Se vocês não usarem alimentos vivos, podem escolher liofilizados de qualidade, que são uma forma de introduzir alimentos perto do 'vivo'.Eu uso tanto as larvas de farinha como o camarão e acho que têm boa qualidade, se não federem (sim, eu disse federem, como se cheirassem mal), como alimentação suplementar. Vocês também podem usar camarão fresco ou congelado (os mesmos que comprarem para vocês), bem como a miríade de krill congelado e produtos de camarão que estão disponíveis no mercado da especialidade. Uma prática comum entre os entusiastas do Oscar é aditivar esses alimentos com uma vitamina específica para peixes. /1} Na verdade, este conceito pode ajudar a determinar quais os alimentos congelados para alimentar os Vossos Oscar. Se são muito pequenos para adicionarem vitamina líquida com uma agulha (tipo para insulina) eles não são adequados para os peixes. Isto inclui as larvas vermelhas congeladas. Embora estas sejam aceitáveis ​​para Oscar juvenis, eu não as considero uma boa escolha para os adultos.

Outro complemento à dieta do Vosso Oscar pode ser fruta e legumes variados, desde que ele os coma (os meus nunca, mas outros entusiastas tiveram mais sorte). Laranjas, ricas em vitamina C, seriam uma adição maravilhosa para a dieta de um Oscar. As pessoas também têm tido sorte com bananas, melão, melancia, abobrinha italiana - courgette, pepinos e ervilhas verdes. Ervilhas verdes são um laxante natural e devem usar-se para curar os nossos Oscar de prisão de ventre e do inchaço causado. Frutas e vegetais que contêm sementes devem limpos das mesmas, antes da alimentação, para evitar a sua possível contribuição para o bloqueio intestinal. Lembrem-se apenas, estes alimentos vão sujar a água rapidamente, por isso ou os peixes comem depressa ou removem-nos do aquário.

Então, nutricionalmente, cumpriremos todos os requisitos. Há algo esquecido?

Alimentar Peixes Oscar com alimentos vivos
Lidámos com todos os aspectos de uma dieta saudável do Oscar sem o uso de quaisquer alimentos vivos. Será suficiente? Nutricionalmente, com certeza, mas acho que ainda falta algo que não envolve nutrição. Envolve o estado mental do peixe.

O uso de algum tipo de alimentos vivos estimula a mentalidade 'caçadora' do Oscar e "imita" a dieta de um Oscar selvagem. Assim despertamos o caçador. Não há para mim nenhuma dúvida que os meus Oscar são mais saudáveis, mais coloridos e mais activos quando os alimentos vivos são componentes regulares e frequentes na sua dieta.

A comida viva (quase exclusiva) que eu uso são grilos. De vez em quando, mais na primavera e verão do que no inverno (porque se podem capturar nas zonas verdes nessas épocas do ano) os meus Oscar recebem grilos vivos, e eles adoram. Os grilos permitem a chegada do "instinto caçador", proporcionando a estimulação mental que desejamos.

A segunda recomendação que dou para alimentos vivos são qualquer um dos vários camarões de água doce, ou lagostins. Se derem lagostins grandes, preparem-se para muita limpeza. Minhocas e larvas de farinha são outras boas opções, apesar de eu achar que não fornecem o mesmo nível de estimulação, como os grilos ou os camarões de água doce.

Se alimentarem com grilos, gafanhotos ou minhocas que vocês recolheram, certifiquem-se de que eles foram capturados numa área onde não foram utilizados pesticidas ou herbicidas.

O único alimento vivo que eu não recomendo para a alimentação dos Oscar, principalmente por causa dos perigos que apresenta, é peixe vivo. Nós já passámos a discussão do cometa e sabemos que é um não-não, mas nutricionalmente falando, outros peixes de água quente, como gupis, molis, platis, espadas, filhotes de ciclídeos e danios são perfeitamente aceitáveis ​​e muitas lojas vendem versões "criador" destas espécies. Os perigos são dois. Primeiro, vocês alimentam os Oscar, na esperança de que estão a fornecer-lhes boas condições de saúde e não matá-los. A introdução de qualquer peixe "alimento" comprado numa loja tem um risco significativo da introdução de um patógeno (parasitas, bactérias ou vírus) no vosso aquário. Este risco é ampliado quando o peixe portador do patógeno é consumido pelos vossos Oscar premiados. Também é necessário lembrar Cortez (sim, o explorador espanhol). Quando ele chegou ao novo mundo, a sua tripulação transportava doenças às quais eles estavam imunes, mas os índios sul-americanos não estavam, resultando na morte de milhares deles. Vocês correm o mesmo risco ao introduzirem qualquer peixe no vosso aquário, para pior ainda se introduz como "alimento" por causa das más condições em que geralmente é mantido. Mesmo com quarentena bem feita podem introduzir um patógeno, porque pode ser algo a que são imunes, mas os Oscar não.



O segundo perigo envolvido com o uso de peixes como alimento é a destruição balística pura. Os Oscar já são peixes desajeitados e a natureza não preparou os Oscar para objectos tais como aquecedores de vidro, entradas de filtros, bordas afiadas em decorações tipo castelos, ou a saída com borda afiada de um filtro HOB (filtro mochila - Hang On Back).Quando vocês encontram um comedor, especialmente um activo atlético (como crias de Nigrofasciatum), todo o inferno vai sair para o vosso aquário, com os Oscar a saltar de um sítio para outro na tentativa de capturar as presas, que de alguma forma acabam escondidos atrás do aquecedor de vidro, que pode estalar e todos os peixes electrocutados, ou por trás da saída do filtro mochila, que as tentativas Oscar para passar por lá, resultam em cortes maciços na testa ou corpo, ou escondidos por trás da barra de aspersão, cujas ventosas não conseguem segurar. Resultado final, o Oscar empurra a barra de aspersão para fora do tanque e o filtro bombeia água para o chão.



Vocês estão avisados. Isto conta como quando o cão morde uma vez. Se ele morde duas vezes, a culpa é vossa.



Se estão a pensar na reprodução dos Nigrofasciatum e usar os alevins para alimentar os Oscar, pensem novamente. Todos nós tentamos e, em cada caso, o resultado é o inevitável com o comportamento dos Nigro. Eles são simplesmente muito atléticos, o Oscar não pode caçá-los e, o melhor que acontece, é o Oscar desistir. Em breve terão vários alevins Nigro a viver no aquário do Oscar, que vão começar a criar lá também. 

Quantas vezes vão alimentar o Oscar?


Existem muitas respostas para esta pergunta, mas apenas um conceito para lembrarem:

Um peixe com fome é um peixe saudável.



Vamos dizer isto de novo:
Um peixe com fome é um peixe saudável.


Isto é importante. Se vocês alimentam o Oscar a um ponto onde ele já não tem fome, estão a prejudicar a saúde do peixe. Pensem novamente na premissa com que comecei este artigo. Os Oscar Selvagem não têm refeições programadas. Eles tiram um pouco de comida aqui e ali, às vezes com dias de intervalo. Assim, o conceito de alimentar o peixe duas ou três vezes por dia, que ele coma em dois minutos, simplesmente não se aplica. Um Oscar vai comer meio saco de grãos em dois minutos, em seguida, regurgita a maior parte dele, tenta comer o que regurgitou, regurgita em seguida, depositando-se no fundo do aquário a apodrecer no resto do dia.



O objectivo, como afirmado numa premissa deste artigo, é duplicar ou simular a dieta natural de um Oscar selvagem. Isto implica pequenas refeições mais frequentes, com períodos de privação de alimento. Quando vocês passarem pelo aquário, atirem um grão ou dois. Não esperem seis horas e atirem 20. Uma vez por semana, passe um dia ou dois sem alimento. Isso simula períodos naturais de fome aos Oscar selvagens e vai ajudar a evitar que eles desenvolvam o síndrome da dieta chata. Agora eu não quero dizer que matem os peixes à fome. Um peixe com fome é um peixe saudável, um esfomeado é apenas um morto.



Os Oscar juvenis vão comer mais do que os adultos e as pequenas refeições frequentes aplicam-se aos jovens Oscar. Também não se devem fazer intervalos na alimentação dos Oscar juvenis, eles precisam de alimentos várias vezes ao dia, todos os dias. Os Oscar crescidos comem com muito menos frequência do que os juvenis. O meu Oscar anterior só foi alimentado dia sim dia não. O meu Oscar actual é alimentado com duas ou três pequenas refeições ao longo do dia, um dia por semana sem alimento e algumas dessas "pequenas refeições" são ignoradas também. Cada peixe tem personalidade e metabolismo diferente, por isso uma regra não serve para todos. O que é importante é entenderem os vossos peixes. Vocês querem que o peixe seja agressivo quando vai atrás de qualquer alimento. Permitam isto para determinarem quanto alimentar e com que frequência. O Oscar vai sempre mostrar fome, a dança "Alimenta-me" é da natureza. Não caiam nessa.


Eu entendo que nem todos nós possamos realizar as "várias pequenas refeições ao longo do dia" como rotina. Se este for o caso e é necessário alimentar uma vez por dia, não alimentem os peixes até à saciedade. Distribuam um grão (ou um pequeno número de grãos) de cada vez. O vosso peixe deve ser agressivo atrás da comida. No momento em que a agressão diminua, parem de alimentar, o peixe já comeu o suficiente. Quero realçar e esclarecer. Eu disse, "no momento em que a agressão DIMINUA, parem de alimentar. "Não é, no momento em que termina a agressão, pára a comida." Há uma diferença. Se esperarem até "que a agressão termine", vocês já superalimentaram o vosso peixe. Se vocês alimentam o Oscar com um grão de cada vez e vêm-no comer, em breve descobrirão a diferença.

Como uma declaração global, como uma comunidade, temos superalimentado os nossos peixes.

Resumo:
O principal componente da dieta do seu Oscar deve consistir num granulado de qualidade. Embora este artigo não seja uma "avaliação" de diferentes alimentos, eu consideraria os Am. Cichlid Food S ou M da Aquatic Nature como o "topo de linha" das opções. Haverá mais alimentos com qualidade, nenhum deles irá fornecer uma boa base nutricional para um peixe saudável. O meu granulado principal é o que menciono antes, por causa da redução do desperdício, embora gostasse de poder obter ingredientes com pró bióticos .Quando se trata de granulado, a lista de ingredientes com pró bióticos simula mais de perto a dieta do Oscar selvagem.

Além de um grão de qualidade, a inclusão de alimentos suplementares proporcionará benefícios adicionais, com Krill / camarão (fresco, congelado, liofilizado) melhorando a coloração, legumes e frutas que proporcionam uma melhor nutrição (se podem fazer com que os vossos Oscar os comam), e alimentos raros vivos (grilos recomendados) proporcionando estimulação mental, permitindo que o caçador do Oscar surja. Cada um destes alimentos suplementares também ajuda a prevenir o síndrome ‘dieta chata’ e o início da constipação / inchaço / bloqueio que pode ocorrer se toda a dieta alimentar for seca.

Boa sorte e deixem-me saber (por e-mail) as vossas experiências alimentares.

E lembrem-se .....

Um peixe com fome é um peixe saudável. 

Ref.ª: www.oscarfishlover.com/oscar-fish-food

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Aquário - O Substrato, a Areia

O Substrato do Aquário tem várias funções e deve ser escolhido de acordo com o tipo de Aquário de Água doce, ou seja, plantado, apenas de Peixes, ou salgado, de Recifes, etc.

Em geral, o Substrato fornece ao Peixe como que uma orientação. 

Os fundos de vidro podem irritar os Peixes, nos casos em que a Luz é emitida da parte superior do Aquário. Para além da "orientação" e uma aparência mais natural, o Substrato permite a reprodução e colonização de áreas pelas bactérias benéficas e outras formas de vida microscópica.


domingo, 13 de dezembro de 2015

O ideal para alimentar os Oscar ... Ou outros Ciclídeos Sul Americanos




O que seria considerado ideal para uso em comida de peixe, ao ler os ingredientes, são o uso de "miolo de peixe inteiro" ou "farinha de peixe inteiro", como "arenque inteiro" ou "farinha de arenque inteiro", "salmão inteiro" ou "miolo de salmão inteiro", etc ....Melhor ainda, quando envolve a dieta de um Oscar, a inclusão de "krill" (ou "miolo de krill"), "camarão inteiro" ou mesmo "miolo de camarão", é algo a procurar na lista de ingredientes.

Para visualizar o resto deste artigo:
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8810818137433192400#editor/target=post;postID=2229021477233664221;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=3;src=link